quarta-feira, 28 de maio de 2014

Irã Na Copa Do Mundo

Irã



História:

Em 1979 ocorreu a Revolução Fundamentalista do Irã. Até aquele ano, o país era regido pelo Xá Mohammad Reza Pahlevi e vivia uma monarquia pró-ocidenal. Após a revolução, o Irã começou a ser comandado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que fez com que a nação passasse de uma monarquia a uma república islâmica. A revolução fundamentalista iraniana ocorreu em duas fases. Na primeira, alguns grupos liberais fizeram uma aliança com religiosos e grupos de esquerda para depor o xá. Já na segunda, os aiatolás chegaram ao poder.
A revolução fundamentalista do Irã teve diversas causas. Pode-se dizer que, na época, o regime dos xás tinha perdido o apoio da população. Isso porque havia muita influência de países ocidentais como Reino Unido e Estados Unidos, que faziam com que a sua cultura invadisse o Irã. Além disso, o regime era rígido demais contra os opositores, tudo era censurado. As punições eram torturas, prisões e assassinatos a todos os que não concordavam com o xá. Do ponto de vista econômico, a inflação não parava de subir, aumentando a pobreza e diminuindo a confiança do povo nos projetos do xá Reza Pahlevi.
Com o repúdio da população à influência dos países ocidentais, viu-se em Aiatolá Khomeini um ícone que iria dar novos rumos ao país e promover uma revolução. Fora todos estes fatores, o xá subestimava a força do aiatolá, vendo-o como uma ameaça menor.
Comandando o Irã desde o ano de 1941, o xá mantinha boas relações com os americanos. Seu regime praticava atos brutais contra os dissidentes e era conhecido pela corrupção, o que criava um clima de protesto permanente dentro do país e na comunidade internacional. Somado ao clima e a insatisfação do povo, o aiatolá Khomeini, líder da oposição, começa a dizer que o regime do xá era tirano.
Com isso, Khomeini acaba sendo preso e exilado no ano de 1964, fazendo os protestos religiosos aumentarem contra o xá. Entre os anos de 1963 e 1967, o Irã passou por uma espécie de milagre econômico devido aos aumentos do preço do petróleo e exportação de aço. Temendo uma possível revolução, o governo investia grandes somas na compra de equipamentos da indústria bélica americana. Após enfrentar diversas negativas de líderes religiosos, o xá começava, aos poucos, controlar a sociedade iraniana de forma a diminuir a força do islamismo no reino. Estas reformas ficaram conhecidas como revolução branca.
Após pressões dos direitos humanos e da comunidade internacional, no ano de 1977 a regime do xá foi obrigado a libertar 300 prisioneiros políticos, que informaram aos demais países como era repressão e a brutalidade do regime do xá. Dois anos depois, após uma série de protestos, o xá foi forçado a abandonar o país. Então, em 1979 Khomeini volta da França, país onde estava exilado, realizando a revolução contra o xá e tornando-se o líder supremo da república islâmica.

Jogadores:

Campanha nas eliminatórias:

Sob o comando do técnico português Carlos Queiroz, o Irã passou com tranquilidade pela fase preliminar do torneio classificatório, superando as Maldivas por 5 a 0 na soma dos placares. Na etapa seguinte, os persas tampouco encontraram grandes dificuldades e garantiram a primeira posição de forma invicta, com três vitórias e três empates.
Apesar da média de três gols por jogo registrada até então, a favorita seleção iraniana passou apuros na última fase das eliminatórias. Nas primeiras cinco partidas, além de ter estufado as redes apenas duas vezes, a equipe de Queiroz somou duas derrotas e um empate, ficando em situação complicada na disputa pela vaga. Com a ameaça de eliminação no horizonte, o Irã mostrou força para bater Catar e Líbano antes de fazer 1 a 0 na Coreia do Sul fora de casa pela última rodada, garantindo a classificação para o Brasil 2014. 

Participações na Copa do Mundo da FIFA
Apesar da força dentro da Ásia, o Irã nunca conseguiu passar da fase de grupos de uma Copa do Mundo da FIFA. O país terminou a campanha de estreia com um ponto conquistado no empate em 1 a 1 com a Escócia. A primeira vitória foi conquistada apenas na segunda participação, quando a geração de ouro de Ali Daei, Karim Bagheri e Mehdi Mahdavikia obteve um triunfo memorável de 2 a 1 sobre os Estados Unidos. Na última disputa, em 2006, os iranianos voltaram para casa com apenas um ponto conquistado diante da estreante Angola. 



Os destaques
Quem ocupa o espaço deixado por Mahdavikia é Javad Nekounam, que não demorou a se estabelecer como o craque da seleção iraniana. Além de ter espírito de liderança, o capitão contribui com criatividade ao lado de Masoud Shojaei, ex-Osasuna. Reza Ghoochannejjhad, que atua na Bélgica, se destaca entre a nova geração, enquanto Ashkan Dejagah, do Fulham, tem dado o equilíbrio no meio ao lado de Andranik Teymourian. Na defesa, o xerife é o experiente Mohammad Nosrati.

Técnico: Carlos Queiroz 

Melhores participações em torneios da FIFA:
 eliminado na primeira fase da Copa do Mundo da FIFA em 1978, 1998 e 2006; eliminado nas quartas de final do Torneio Olímpico de Futebol em 1976

 Estrelas do passado:Ali Daei, Khodadad Azizi e Karim Bagheri.


Pontos Turísticos


Isfahan


Teerã

Fortaleza de Bam



Fim!







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